As características da crise grega demonstram, claramente, a divisão no seio da UE, onde a Alemanha lidera o processo de neocolonização dos paises europeus mediterrâneos. Por isso, a ruptura política e o abandono do Euro podem se tornar uma palavra de ordem que vai complementar a evolução dos conflitos entre capital e trabalho. Enquanto isso, na América Latina os paises da ALBA, apesar da reação promovida pelos grupos ao serviço do imperialismo, dinamizam o processo da transição socialista aprofundando com a teoria bolivariana os conceitos da soberania nacional.

 

Entrevista de Achille Lollo para Brasil De Fato com o professor Luciano Vasapollo.

 

 

Roma (Itália)O drama da Grécia fez cair o mito da opulência econômica da União Europeia e no mesmo tempo demonstrou que os valores agregados

à economia real ficaram completamente sem sentido, quando se confrontam com os interesses do mercado, uma vez que os mesmos, hoje, adquirem uma

dimensão tentacular e global.

Na realidade o mercado não é mais como o dos anos oitenta ou noventa, quando com aparente timidez, o então primeiro-ministro britânico, Tony Blair

apresentava a “Terceira Via” como a alternativa social-neoliberalista para os diferentes processos de financeirização e de ataque ao custo do trabalho.

Hoje, o mercado, depois de ter alimentado e jogado com os efeitos das crises fiscais conseguiu, finalmente, o controle dos Estados e, em particular, a

desqualificação da soberania política e financeira dos mesmos.

Um mercado, que quando quer, impõe sua lógica passando para acima das formulações da ética da democracia burguesa e dos mecanismos de crescimento da acumulação capitalista. O “Diktat” da Troika para o governo de Alexis Tsipras e, sobretudo para o povo grego são o “pass par tout” donovo cenário geopolítico europeu e também mundial.

 

 

Brasil de Fato — Por qual motivo, nas campanhas eleitorais os partidos da direita e os do centro-esquerda prometem crescimento e investimentos na economia real, para depois, na programação dos novos governos prevalecem só os argumentos financeiros do mercado?  

 

LucianoVasapollo: ”... O fechamento do ciclo especulativo no verão de 2007, com a sucessiva queda do mercado do credito mundial, determinou nos países a capitalismo maduro uma renovada intervenção dos estados não em favor da retomada da produtividade na economia real, mas para salvar o sistema bancário e financeiro. Operações que tem oxigenados os bancos provocando o brutal aumento do déficit fiscal nos paises centrais, seja pela quantidade dos valores empregados, que para a diminuição das receitas fiscais, determinada com a redução dos investimentos produtivos e do credito à produção. Fenômenos que, na realidade, bloqueiam os processos de crescimento da acumulação capitalista. Neste âmbito, a Comissão Europeia lembrava que em 2009 os paises da União Europeia queimaram cerca de um terço de seu PIB para tirar fora da crise os bancos, tendo em conta as emissões de capitais, as garantias para os bancos, a retomada da liquidez e a péssima qualidade com que foram bonificadas as obrigações financeiras.

Estamos, portanto, frente a uma gigantesca operação em favor dos bancos, do sistema financeiro e das empresas, sejam elas grandes ou medianas. Operação que visa transformar a dívida privada em dívida pública. Em definitiva, a crise do capital fica cada vez mais pesada por que a crise econômica e política dos Estados soberanos è apresentada como crise da divida publica.

Desta forma os processos de privatização, que no início da fase neoliberal eram uma tentativa para esconder os efeitos da crise de acumulação do capital, hoje integram os processos de financeirização, bem como os ataques ao custo do trabalho. Um contexto que define o ultimo capitulo para dobrar os estados com a explosão das crises de natureza fiscal...”.

 

Brasil De Fato — Por que o mercado, e, portanto a sobre estrutura política que o representa, conseguiu convencer a opinião publica de que os pontos francos da economia europeia seriam os custos do trabalho e o déficit fiscal a divida publica?

 

Luciano Vasapollo: “... Para entender o que hoje acontece è preciso analisar como foi construído o pólo imperialista europeu que ficou centralizados no eixo franco-alemão, priorizando, antes de tudo os interesses econômicos, financeiros e geopolíticos da Alemanha. Consequentemente, a pratica de manipular a opinião publica com a idéia de que os Estados europeus estavam à beira da bancarrota, foi uma maneira para mascarar os efeitos gerais da crise econômica de acumulação do sistema capitalista e o desastre provocado pelo mercado com as atividades especulativas do sistema financeiro.

Um cenário que permitiu ao mercado de exigir dos governos a “socialização” das perdas dos bancos e, portanto usar o Estado para se apoderar do dinheiro público arrecadado com o pagamento de tributos e impostos por parte dos trabalhadores. Além disso, è sempre o mercado que “aconselha” os governos os cortes que devem ser feitos na administração pública, nos serviços públicos e “dulcis in fundo” a redução dos custos do trabalho.

Assim quando se fala em salvação da União Europeia, na realidade estamos falando da salvação do modelo exportador alemão e na decisão de destruir as possibilidades de desenvolvimento autônomo dos paises da área mediterrânea.  Foi nesse âmbito que a especulação dos títulos da dívida dos países vulgarmente chamados PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha) explodiu nos mercados financeiros internacionais. 

 

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A ampliação dos problemas financeiros na maior parte dos países

da União Europeia e a perda de representatividade por parte do Euro,

evidenciaram a essência da profunda frise sistêmica que, entre as

outras coisas determinou o fim do ciclo político e econômico dos

Estados Unidos. Isso significa que as “excelências” da Casa Branca,

no imediato futuro, devem tentar impor ao mundo rápidas soluções

geoestratégicas para poder manter de pé o poder imperial dos EUA.

Hoje, a manipulação da guerra do IS no Iraque e na Síria é o

exemplo mais evidente!

Por outro lado com a rápida afirmação dos BRICS (Brasil, Rússia,

Índia, China e África do Sul) surgiu uma nova posição dominante,

que, mesmo se em maneira diferente, apresenta novas formas de

poder político do capital.

Igualmente importante è a consolidação da ALBA na América Latina,

que já começa a manifestar com forca suas posições anticapitalistas

e antiimperialistas. Um contexto que permite os componentes do

movimento operário e de classe que não se haviam rendido, de poder

afirmar que existem sólidas perspectivas para transformar a crise

econômica e política do modelo capitalista em queda do sistema

de produção capitalista, com a introdução de processo de construção

dos sistemas de relações socialistas. 

 

 

 

Brasil De Fato — A situação de crise política que, hoje, se vive em Portugal, Grécia, Espanha e Itália reabre o debate sobre a existência de dois blocos no seio da própria União Europeia. Isto è o bloco do paises ricos liderados pela Alemanha e o dos pobres da área mediterrânea. Numa conjuntura desse tipo è possível promover um movimento de ruptura com a União europeia? Uma ALBA mediterrânea pode sobreviver fora do Euro?

 

Luciano Vasapollo: “… Para responder a esses questionamentos è preciso, antes de tudo, saber como será gerenciada a capacidade política de combater os interesses associados dos capitais financeiros e produtivos da União Europeia e dos Estados Unidos. Por isso, a saída do Euro-Grupo deveria ser realizada em conjunto e com uma formalidade previamente acertada pelos paises da periferia mediterrânea, que, por sua parte, deveria realizar-se com a implementação de quatro operações políticas:

a) a determinação dos paises da Europa mediterrânea de criar uma nova moeda comum e livre dos vínculos monetários que anteriormente foram impostos para a construção do Euro-Grupo,

b) a redefinição da divida no âmbito da área periférica da nova moeda, sempre relacionada na ótica do câmbio oficial;

c) a anulação de uma parte importante da divida contraída, em particular com os bancos e os institutos financeiros e também a imposição de uma nova negociação sobre o resto da própria divida;

d) a nacionalização dos bancos e a estreita regulamentação do fluxo (entrada/saída) de capitais na área mediterrânea.

E' importante sublinhar que taus operações deveriam ser realizadas simultaneamente para evitar a perda de capitalização na inteira região periférica e, portanto, assumir o necessário controle dos recursos disponíveis para os investimentos”.

 

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Desde 2010 o desemprego se multiplicou em todos os paises da Europa

mediterrânea, em particular em Portugal, na Itália, na Grécia e na Espanha,

tornando-se uma problemática estrutural. Na Itália, por exemplo, 13,5% da

força de trabalho esta desempregada. Desta, 44% reúne jovens entre 18 e 35

anos! Com as novas leis sobre a aposentadoria, em 2050, mais de 50% dos

trabalhadores italianos correm o risco de não ter direito a pensão, apesar

de estar na faixa etária dos reformados. Una situação dramática que se criou

graças ao colaboracionismo das três confederações sindicais associadas

 (CGIL, CISIL e UIL), que, na pratica implementaram um “compromisso

histórico” com o capital, sem receber nada em troca.

Por isso, o movimento sindical e a própria esquerda italiana passaram por

momentos difíceis à causa da desmobilização. Um fenômeno que, porém,

provocou a justa reação daqueles sindicatos onde a luta pelo respeito dos

benefícios assumidos havia despertados mais interesses para a organização

da luta de classe.  Foi nesse âmbito que, em 2010, surgiu a confederação

nacional dos sindicatos de Base (USB) que, hoje, representa o pólo político

mais avançado e combativo do movimento dos trabalhadores (com carteira,

precários e desempregados) na Itália.  

 

 

Brasil De Fato — Como è possível explicar a dinâmica das lutas lideradas pela USB (salário social, renovação dos contratos no serviço publico, luta contra o aumento dos ritmos nas fabricas etc. etc.) e fazer o contraponto com a rendição do PD berligueriano e pior ainda com o PD de Matteo Renzi? Como foi possível definir um posicionamento ideológico comunista no seio dos trabalhadores diante da “double face política” dos seguidores de Bertinotti no PRC e, agora com o oportunismo dos novos “euro-nao-mais-comunistas” de SEL?   

 

Luciano Vasapollo: “… Antes de tudo è preciso lembrar que o modelo social europeu está cada vez mais em crise. Somente na Alemanha e na França ainda se sustenta. Entretanto, nos quatro países da área mediterrânea, quer dizer Portugal, Grécia, Itália e Espanha o desemprego virou um fator endêmico, enquanto o poder de compra dos trabalhadores foi comprimido bastante na tentativa de sanear as finanças publicas e, assim, reforçar a economia com os chamados “pactos de estabilidade e as políticas de ajuste”.

Um contexto onde a situação política continua adversa aos trabalhadores, contra os quais entrou em ação toda a “grande mídia” que fez de tudo para dissuadir os trabalhadores das novas formas de lutas que surgiram apresentando uma nova radicalidade e uma nova vontade de dar continuação à luta pelos direitos, a justiça social além de reafirmar seus conteúdos anticapitalistas e antiimperialistas. Por isso, aos 23 de maio de 2010 foi fundada a USB enfrentando primeiro os homens dos governos direitistas liderados por Berlusconi. Depois tivemos que enfrentar a barreira dos governos chefiados pelo PD, que fizeram de tudo para exercer rum controle efetivo no movimento sindical, tentando de limitar sua representatividade e de transformá-lo em um paradigma das instituições.

Uma armação que não deu certo, do momento que a experiência forjada nas lutas dos sindicados de base reativou a mobilização, além de ampliar a vontade de resistir e de promover um processo de reformulação organizativa que, além de ideológica, permitiu lançar novos programas de lutas não só para os trabalhadores com carteira. Enfim formas de luta diferenciadas que hoje se espalham em todo o território italiano. Por exemplo, hoje, a USB tem uma proposta de luta para a definição do salário social que, apesar das mobilizações de rua, do recolhimento de milhares e milhares de assinaturas, já influenciou diferentes propostas de lei que estão tramitando no Parlamento.

Entretanto, quero lembrar que a luta pelo salário social começou na década de noventa como proposta dos grupos sindicais independentes, nomeadamente, a SdL Intercategorias, a RdB e os CUB. Os mesmos que depois em 2010 formarão a USB, juntando 250.000 militantes.

Hoje, a USB è uma confederação de âmbito nacional que defende os trabalhadores do serviço publico e aqueles das macro-areas da indústria, os precários, os imigrados, levando uma luta constante e intransigente contra o desemprego. Em nível internacional a USB está filiada a federação Sindical Mundial (FSM)...”.

 

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Venezuela, a ALBA, Cuba e a Colômbia são os sujeitos de um cenário

político onde os estados Unidos estão perdendo sua influência. Por isso

as “Excelências” da Casa Branca tentam recuperar na América Latina

sua representatividade aceitando negociar com Cuba enquanto dizem

que apoiam as negociações entre o presidente colombiano, Juan Manoel

Santos e a guerrilha (FARC e ELN). No mesmo tempo a CIA acirra a

“Guerra Permanente” (econômica e psicológica) na Venezuela para

desestabilizar o governo bolivariano, enquanto na Colômbia alimenta

as operações do exército e dos grupos paramilitares com vista tornar

mais complexas as negociações que se alastram há quase dois anos

em Cuba.

Também na Bolívia e no Equador, países da ALBA, existe o perigo

de uma desestabilização, com as “antenas da CIA” que procuram

 organizar a oposição. Somente Cuba, vive um momento de tranquilidade,

apesar da “Grande Imprensa” estadunidense procurar manipular o

clima das negociações com os EUA afirmando que muito cedo

“...A ditadura castrista será democratizada!”.

 

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Brasil De Fato — Existe uma relação entre a “Grande Imprensa”, a Casa Branca e a CIA na evolução da guerra psicológica e a econômica contra o governo bolivariano de Maduro?

 

Luciano Vasapollo:” …Antes de tudo é preciso lembrar que a Grande Imprensa nunca aceitou Maduro, pelo fato de ser comunista, sindicalista e de extração proletária, um motorista do Metro de Caracas. Assim a aversão em relação a Maduro alcançou o máximo da reprovação quando ele ganhou as eleições com uma margem de 300.000 votos. A Grande Imprensa logo falou em trapaça eleitoral esquecendo que na Itália Romano Prodi foi eleito com uma diferença de apenas 18.000 votos!

É preciso reconhecer que a queda do preço do barril de petróleo, de quase 60%, tem criado muitos problemas ao governo bolivariano, que no mesmo tempo, devia enfrentar as consequências da Guerra permanente, com a qual os Estados Unidos pretendem desestabilizar o governo bolivariano e, portanto, acabar com uma experiência que contraria os interesses geopolíticos e econômicos dos Estados Unidos. De fato, logo após a primeira vitória eleitoral de Chávez começou a guerra monetária com a cotação do dólar que disparava no mercado paralelo. Hoje o dólar no câmbio oficial vale 6,5 bolivar, porém no câmbio paralelo já chegou a 400 bolivar. Desta forma, conseguiram minimizar o poder de compra dos trabalhadores e provocar a explosão da inflação. Contemporaneamente se multiplicaram as operações de sabotagem econômico por parte dos grandes atacadistas que exportavam ilegalmente para a Colômbia os produtos da indústria venezuelana. Em seguida com a cobertura da DEA estadunidense, os narcotraficantes colombianos estocam os produtos venezuelanos – do queijo até os moveis – até ser readquiridos em dólares pelos mesmos atacadistas que os exportaram. Desta forma os produtos básicos desaparecem das prateleiras dos supermercados estatais para reaparecer nas lojas dos privados com preços absurdos. Quando a rarefação dos produtos é quase geral entram em camp0o a imprensa venezuelana e a oposição para multiplicar os efeitos da guerra psicológica afirmando “...Na Venezuela se está morrendo de fome...O regime chavista é o responsável da carestia... Devemos acabar com a ditadura de Maduro!” Desta forma a oposição cria uma permanente psicose do golpe de estado. Uma situação que se torna cada vez mais complexa com os atentados terroristas e com os ataques armados dos “guarimba” que disparam nas ruas para alvejar os militantes do PSUV e do PCB. Nos últimos oito meses os “guarimbas” mataram mais de oitenta pessoas!”

 

Brasil De Fato —Por que os EUA estão fazendo essa Guerra Permanente contra o Venezuela?

Luciano Vasapollo:” …O Venezuela é o quinto exportador mundial de petróleo, mas é também o primeiro pelas reservas, que são maiores das da Arábia Saudita. Antes, 85% do lucro obtido com a venda do petróleo ficava nos cofres das transnacionais. Hoje, o governo bolivariano o reinveste nas Missiones, que são programas que garantem a maioria da população escolas, universidades, casas, saúde, transportes, cultura e desporte a custo zero.

Portanto para os EUA a demolição da revolução bolivariana na Venezuela é um objetivo geopolítico e geoestratégico que por um lado visa se re-apropriar do petróleo e por outro pretendem acabar com esta grande experiência de transição para o Socialismo do Século XXI nos países da ALBA, nomeadamente Venezuela, Bolívia e Equador

 

 

Brasil De Fato — Com a reabertura das respectivas embaixadas as problemáticas políticas entre Cuba e os EUA ficaram resolvidas? Por qual motivo o New York Times afirma que após estas negociações Cuba pegou o caminho da democratização?

Luciano Vasapollo:” ... O que a mídia não relata é que Cuba aceitou sentar-se na mesa das negociações colocando como condição prévia quatro condições: a) a mesma dignidade para realizar as negociações; b) os diplomatas dos EUA não devem fazer politicagem em Habana, como também os de Cuba em Washington; c) após 52 anos a questão do bloqueio comercial deve ser resolvida do momento que ele destrói qualquer tentativa de expansão do planejamento socioeconômico em Cuba; d) o governo cubano exige a demolição da base militar de Guantánamo, de forma que aquele território que os EUA ocupam desde 1901, volte a integrar a soberania territorial de Cuba. A mídia não diz que as negociações serão demoradas visto que Cuba já disse que não vai mudar uma vírgula nas questões relacionadas com o socialismo...”

 

 

Brasil De Fato — Em 2013 as FARC e depois também o ELN foram negociar com o governo colombiano um possível tratado de paz. O que falta para chegar a assinatura final?

Luciano Vasapollo:” …Como em todas as negociações que contrapõem um governo e uma guerrilha que representa uma guerra de classe vigente, o principal nó a desatar e a questão dos prisioneiros políticos e a do cessar-fogo bilateral. Inicialmente as FARC e o ELN libertaram os militares e policiais presos. Depois declararam um cessar-fogo unilateral para convencer o presidente Juan Manuel Santos a Fazer o mesmo. De fato é difícil falar de paz se o exército e os paramilitares entram nas aldeias para prender, torturar e matar todos aqueles suspeitos de manter ligações com a guerrilha.

Nas prisões colombianas permanecem cerca de 8.000 presos políticos e um terço desse contingente não são guerrilheiros mas sindicalistas, militantes dos movimentos de camponeses sem terra ou pelos direitos humanos. Portanto, se o governo colombiano não decreta uma lei de anistia para soltar os presos políticos, se depois a magistratura não garante aos guerrilheiros das FARC e do ELN a incolumidade e o direito da reciclagem política e se o exército e os grupos paramilitares continuarão com a s operações de “tierra queimada”, é claro que as negociações fracassarão e a guerra vai voltar...”.     

 

 

Achille Lollo é jornalista italiano, correspondente do Brasil de Fato na Itália, editor do programa TV “Quadrante Informativo” e colunista do "Correio da Cidadania, colaborador de “ALBA Informazione” e de “L’Antidiplomatico”.

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Conhecendo Luciano Vasapollo

 

Com 60 anos, hoje, è professor de Analise dos Dados da Economia Aplicada na Universidade de Roma “La Sapienza”, onde desempenha, também, a função de Delegado do Reitor para as Relações Internacionais com os países da ALBA. E' professor em Cuba nas universidades de La Habana (Cuba) e de Pinar del Rio. É“Miembro de Honra” do Conselho Acadêmico do Centro de Pesquisa do Ministério da Economia e do Planejamento da República de Cuba.

Grande estudioso do marxismo, hoje, è considerado um dos principais analistas europeu da revolução bolivariana e do respectivo processo de transição ao socialismo do Século XXI.

Juntamente a Atílio Boron (Argentina), Ricardo Antunes (Brasil) e James Petras (EUA) è considerado um dos poucos teóricos marxistas que enfrentaram o problema da modernidade revolucionaria do marxismo. Por isso, os quatro foram convidados por Fidel Castro e Hugo Chávez para identificar o potencial político da ALBA.

Na juventude foi militante do grupo Potere Operaio, em Roma. Depois integrou o Movimento participando em todas as lutas dos sindicatos de base, contribuindo, em 2010, na fundação da União Sindical de base (USB), a confederação sindical independente que “... ainda resiste ao ataque do neoliberalismo...”.

Com Rita Martufi dirige o CESTES (Centro de Estudos da USB) e as revistasProteo” e “Nuestra America”.

Desempenha a atividade de Advisory Board na revista “Historical Materialism” e a de Editor nos Comitês, Conselhos editoriais e nas Comissões redacionais de muitas revistas internacionais, entre elas a “Revista de Ciências Sociais, Política e Trabalho” da Universidade Federal da Paraíba (Brasil), a “Revista Outubro” do Instituto de Estudos Socialistas de São Paulo (Brasil); a revista “Sociedade Brasileira de Economia Política”;  a “Revista Labirinto de Filosofia, Politica  y Economia”, da Universidade de Málaga (Espanha). É, também conselheiro editorial da editora Jaca Book de Milão (Itália) para a áreaMacroeconomia e estatística econômica”.

Até agora tem publicado 18 livros, sendo co-autor de outros 32. Com a colaboração de Rita Martufi, em 2012 publicou “O despertar dos Porcos-PIIGS, Portugal, Irlanda, Itália, Grécia, Espanha”, editado pela Jaca Book e, depois traduzido em castelhano. Mais recentemente saiu “A ALBA por uma futura humanidade, dez anos da Aliança Bolivariana dos Povos de Nossa América”, em italiano, com a colaboração de Efrain Echevarria, Gloria Martinez Gonzalez, Rita Martufi e Alejandro Valle.

 

Nosotros, los Pueblos de Nuestra América, convocados en la Cumbre de los Pueblos, Sindical y de los Movimientos Sociales reunidos en la Universidad de Panamá entre los días 9, 10 y 11 de 2015, con más de 3,500 delegados/as representando a centenares de nuestras organizaciones obreras, sindicales, campesinas, pueblos originarios, estudiantiles, de mujeres, sociales y del movimiento popular. En el marco de un debate unitario, fraterno y solidario, los participantes en conferencias y en las 15 mesas de trabajo de la Cumbre de Los Pueblos

 DECLARAMOS:      

 Nosotros, los Pueblos de Nuestra América, expresamos nuestro firme respaldo a la Proclamación de América Latina y el Caribe como Zona de Paz y libre de colonialismo, tal como fue acordado por unanimidad por todos los Gobiernos de Nuestra América en enero de 2014 por la Segunda Cumbre de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC). En tal sentido, rechazamos el acoso militar, agresiones y amenazas de toda índole que despliega Estados Unidos y sus aliados estratégicos contra nuestra región a través de Bases Militares, Sitios de Operaciones e instalaciones similares, que sólo en los últimos 4 años han pasado de 21 a 76 en Nuestra América, 12 de ellas en Panamá y exigimos la derogación del Pacto de Neutralidad, que permite la intervención militar norteamericana a la República de Panamá.
Iraq, Afganistán, Somalia, Palestina, Mali, República Centroafricana, Siria, Ucrania, Nigeria, Pakistán, Congo, Mauritania, Libia y Yemen son sólo algunas de las más recientes intervenciones militares norteamericanas con su secuela de muerte y desolación. No queremos dicha situación en Nuestra América. Así, apoyamos las Declaraciones de la Secretaría General de UNASUR que solicitan la exclusión de todas las bases militares en nuestra Región de Paz y la afirmación de que ningún país tiene derecho a juzgar la conducta de otro, ni muchísimo menos a imponerle sanciones o castigos por cuenta propia. Nosotros, los Pueblos de América, respaldamos al pueblo cubano y su Revolución, saludamos el regreso a casa de los Cinco Héroes cubanos, producto de la solidaridad internacional y de la lucha incansable de su pueblo. Exigimos, junto con todos los pueblos del mundo, el levantamiento inmediato e incondicional del bloqueo genocida contra la República de Cuba por parte del Gobierno de los Estados Unidos y el cierre inmediato de la base militar de Guantánamo, sin más condición que la del respeto a las leyes internacionales y a la Carta de las Naciones Unidas.

Nosotros, los Pueblos de América, expresamos nuestro apoyo incondicional e irrestricto a la Revolución Bolivariana y al gobierno legítimo encabezado por el compañero Nicolás Maduro.

 Por tanto rechazamos la injusta, injerencista e inmoral Orden Ejecutiva del Gobierno de los Estados Unidos que ha pretendido señalar a la República Bolivariana de Venezuela como una amenaza a su seguridad nacional y que ya ha merecido el rechazo unánime de todos los países de Nuestra América.

 Nosotros, los Pueblos de América, reafirmamos que Puerto Rico es una Nación Latinoamericana y Caribeña, con su propia e inconfundible identidad e historia, cuyos derechos a la independencia y la soberanía son violados por una tutela colonial impuesta hace más de un siglo de forma arbitraria por parte del imperialismo norteamericano. Por esa lucha histórica por lograr la soberanía y autodeterminación de Puerto Rico, muchos purgan cárceles como Oscar López Rivera, para el cual exigimos su inmediata libertad.

Nosotros, los Pueblos de América, reiteramos nuestro apoyo solidario y esperanzado a los Diálogos por la Paz en Colombia, que se realizan entre el Gobierno de Colombia y las FARC-EP, solicitamos la apertura de una mesa similar con el ELN con el fin de transitar en la construcción de un proceso de paz firme y duradero con justicia social. Saludamos las gestiones realizadas por distintos gobiernos para facilitar el éxito de este proceso.

Nosotros, los Pueblos de América, reiteramos nuestro apoyo permanente e incondicional a la República Argentina en sus gestiones para la recuperación de las Islas Malvinas, así mismo, nuestro respaldo al Estado Plurinacional de Bolivia en su justa y postergada aspiración de una salida propia al mar. Reclamamos el inmediato retiro de las tropas de ocupación en Haití, acción que permitirá su autodeterminación. Exigimos al gobierno de México la presentación con vida de los 43 estudiantes normalistas desaparecidos forzosamente en Ayotzinapa.

Nosotros, los Pueblos de América, manifestamos la necesidad imperiosa de la construcción y profundización de una sociedad nueva, con justicia social y con equidad de género, con la participación activa de los jóvenes y de los diferentes actores sociales, con la solidaridad como un principio fundamental para el desarrollo integral y soberano de nuestros pueblos. Hoy existen en Nuestra América algunas lacayos del imperialismo que intentan sostener e imponer al modelo neoliberal como la solución a los problemas y necesidades de nuestros pueblos, modelo que ha demostrado ser el más eficaz instrumento para profundizar la pobreza, la miseria, la desigualdad, la exclusión y la más injusta distribución de la riqueza que se conoce.

Ante esta situación manifestamos y convocamos a luchar y defender nuestros recursos naturales, la biodiversidad, la soberanía alimentaria, nuestros bienes comunes, la madre tierra y la defensa de los derechos ancestrales de los pueblos originarios, y las conquistas y derechos sociales. La lucha por el empleo, el trabajo y salario digno, la seguridad social, las pensiones, la negociación colectiva, la sindicalización, el derecho de huelga, la libertad sindical, salud ocupacional, los derechos económicos y sociales, el respeto a los migrantes y afrodescendientes, la erradicación del trabajo infantil y esclavo, justicia con equidad de género.

Todo esto es y será posible si trabajamos en unidad y con el objetivo de construir una correlación de fuerzas que permita sustituir del poder al bloque dominante por uno social y político que defienda los intereses de nuestros pueblos.

A 10 años de la derrota del ALCA reafirmamos nuestra lucha contra las nuevas formas de tratados de libre comercio TLC, TPC, TISA y la Alianza del Pacífico. Así también seguimos sosteniendo que la deuda externa de nuestros países es incobrable e impagable por ilegítima e inmoral.

 Nosotros, los Pueblos de América, saludamos los procesos de integración en que priman la autodeterminación y la soberanía de nuestros pueblos, procesos como ALBA y la CELAC, que han fortalecido la unidad latinoamericana. Creemos necesario complementar estos procesos con la participación de organizaciones sociales, sindicales, populares, para fomentar aún más una integración desde y para los pueblos.

Dado los días 9,10 y 11 de Abril de 2015

Universidad de Panamá, Ciudad de Panamá

EN SU PONENCIA DE APERTURA DE LA CONFERENCIA EN LA CÁMARA DE LOS DIPUTADOS DEL PARLAMENTO ITALIANO, EL PROF VASAPOLLO HA EXPRESADO EN NOMBRE DEL CESTES, DE LA USB, DE LA RED DE LOS COMUNISTAS Y DE LOS MOVIMIENTOS SOCIALES, DE INTELECTUALES DEL CAPÍTULO ITALIANO Y EUROPEO DE LA RED EN DEFENSA DE LA HUMANIDAD LA TOTAL SOLIDARIDAD MILITANTE POR LA REVOLUCIÓN CHAVISTA DE VENEZUELA Y POR EL GOBIERNO DE MADURO POR EL VIL Y DURÍSIMO ATAQUE DEL IMPERIO DE USA CONTRA LA AUTODETERMINACIÓN DEL PUEBLO REVOLUCIONARIO BOLIVARIANO.

Romper con el mecanismo de dominación económico – política de la Unión Europea para construir otra aliancia de países, con una propia moneda común y un sistema anticapitalista basado en la complementariedad y el equilibrio para la transicion socialista. .

RECALCAR QUE LA PROPUESTA POR UN ALBA EURO MEDITERRÁNEA QUE EL CESTES- CENTRO DE ESTUDIOS DE LA UNIÓN SINDICAL DE BASE USB AFILIADA EN LA FSM – PROPONE DESDE HACE CINCO AÑOS EN EUROPA Y AMÉRICA LATINA A TRAVÉS DE CONVENIOS, LUCHAS SOCIALES Y SINDICALES Y PRESENTACIONES DEL LIBRO MANIFIESTO POLÍTICO IL RISVEGLIO DEI MAIALI PUBLICADO EN VARIOS IDIOMAS Y PAÍSES ADEMÁS DE ITALIA, EN GRECIA, INGLATERRA, ESPAÑA, PORTUGAL, CUBA Y AMÉRICA LATINA,

VASAPOLLO HA QUERIDO DESTACAR QUE NO SÓLO SOBRE EL PLANO ECONOMICO SINO SOBRE TODO SOBRE EL POLÍTICO LA PROPUESTA DE CESTES SE INSPIRA EN ALBA, LA ÚNICA Y VERDADERA ALIANZA ANTIMPERIALISTA Y ANTICAPITALISTA POR LA TRANSICIÓN AL SOCIALISMO.

Y ES POR ELLO QUE LOS GOBIERNOS REVOLUCIONARIOS DE ALBA Y HOY EL VENEZOLANO DEL PRESIDENTE MADURO EN PARTICULAR HAN SIDO EXPUESTOS A UN ATAQUE SIN PRECEDENTES DEL TERRORISMO IMPERIAL ECONÓMICO, MEDIÁTICO Y MILITAR.

 

POR TANTO PARA QUE REALMENTE SEA UN “TODOS POR SIEMPRE CHÁVEZ” ES NECESARIO LLEVAR A CABO UNA SOLIDARIDAD MILITANTE A DIARIA CON LA REVOLUCIÓN BOLIVARIANA, CON TODOS LOS PROCESOS REVOLUCIONARIOS DE ALBA Y CON TODOS LOS PUEBLOS QUE LUCHAN CONTRA EL IMPERIALISMO POR LA AUTODETERMINACIÓN.

 www.contropiano.org  Una abarrotada audiencia ha seguido hoy con gran atención la iniciativa organizada por el Movimento 5 Stelle en el Auditorio Sandro Pertini de la Cámara de los Diputados. El encuentro ha presenciado la participación de algunos exponentes del Movimento 5 Stelle como Di Stefano y Di Battista, el periodista Gianni Minà, intelectuales militantes – como Luciano Vasapollo y Joaquín Arriola- y  numerosos representantes de las embajadas de los países de ALBA.

Una iniciativa que a partir del proceso de ruptura que se produjo en América Latina en las últimas décadas respecto a la asfixiante dominación económica estadounidense y a la dolarización de las economías, propone un proceso de ruptura con la Unión Europea que libere a los Pigs- los países “cerdos” objetos de políticas de austeridad desde hace casi una década-  de la intolerable jaula representada por una moneda- el Euro- y de algunas instituciones- la UE, la Bce, Troika- al que los participantes de la iniciativa han respondido explícitamente.

Al empezar la reunión el parlamentario Manlio Di Stefano ha hecho hincapié en “ La insostenibilidad del sistema-euro para países europeos con diferentes condiciones entre ellos y los efectos de la globalización”. ¿Llegados a este punto, se puede hacer algo más? A esta pregunta Di Stefano ha contestado citando el ejemplo de los países del Alba Latino Americana. “Por tanto los ciudadanos italianos también pueden debatirse entre otras posibles hipótesis”. Importante el momento en el que ha afirmado que el M5S quiere convertir todo esto en actos legislativos.

El debate ha sido abierto por Gianni Minà , atacando y poniendo en la picota una política e informaciones continentales que presentan desde hace tiempo las revoluciones latinoamericanas desde el punto de vista de los intereses políticos y económicos dominantes, describiendo a los líderes y los procesos de liberación como folclóricos en el mejor de los casos, populistas o incluso dictatoriales. “Estoy aquí para aprender “ ha dicho Minà, refiriéndose a la propuesta de la creación en el área del Mediterráneo de una alianza de países que se liberen de la dominación del capital franco-alemán repitiendo un proceso ya completado en América Latina en los tiempos de la ruptura con Alca  que los Estados Unidos querían imponer al tradicional “ patio de casa”. Minà ha recordado de forma eficaz que si en el Mediterráneo es la Troika europea- Bce, Comisión Europea y Fondo Monetatio Internacional- la que dicta las leyes e impone el interés del más fuerte, antes de la valiente y eficaz formación de Alba en América Latina era otra Troika- formada por Washington, El Banco Mundial y el FMI- la que devastaba las economías de esos países.

Después de Minà llegab el turno de Luciano Vasapollo, docente de Economía de la Universidad La Sapienza y exponente del Centro de Estudios de Transformaciones Económicas y Sociales. Vasapollo ha reivindicado el principio, al menos desde hace cinco años de un debate científico y político en un área euromediterránea alternativa a la Unión Europea y al Europolo, enganchado a las dinámicas del sindicalismo de base y a los movimientos sociales. En el libro “il risveglio dei maiali”, que Vasapollo he escrito con Joaquin Arriola y Rita Martufi (traducido y publicado en diversos idiomas) y junto a otros pocos intelectuales militantes a nivel europeo, han comenzado a proponer la ruptura de la Unión Europea y la formación de un Alba euromediterránea como vía de escape radical pero creíble a una crisis de modelo de producción capitalista de carácter sistémico. Una propuesta que considera necesaria la salida del euro no de un solo país, cuya economía se dañaría inmediatamente con ataques especulativos, y tampoco para volver a la vieja moneda nacional, que tendría resultados desastrosos. Lo que se propone es una alianza de países- aquellos de la costa sur del Mediterráneo, los más debilitados por el euro y por las políticas rigoristas impuestas por Alemania durante estos años y orientadas a construir una periferia dentro de la UE que proporcione al centro mano de obra barata y absorba los productos exportados de Berlín- que rompa con la moneda de unión europea con el mecanismo de dominación económico – política de la Unión Europea para construir otro grupo de países, con una propia moneda común y un sistema basado en la complementariedad y el equilibrio. Para ello, ha explicado Vasapollo, es necesario que los bancos se nacionalicen así como otros sectores claves de la economía como las telecomunicaciones, la energía o los transportes, para dar al sector público y al estado la capacidad de intervenir en campo económico para contrastar los efectos de la crisis y los intereses de las grandes potencias.

Sobre el mismo tema intervino Joaquín Arriola, docente de economía de la Universidad del País Vasco y coautor del ensayo sobre los Pigs y el Alba mediterránea, el cual ha recordado que las distorsiones causadas por la introducción del euro se palpaban ya antes de que la moneda única entrara en vigor. Arriola citó un episodio que se remonta a 1996, cuando el premio Nobel Modigliani en Bilbao en el transcurso de una conferencia pública lanzó una vehemente alarma sobre las nefastas consecuencias provocadas por la introducción de aquella que llamó “la moneda alemana”, es decir el euro. Muchos, incluso de izquierda, pensaron que la moneda única aceleraría un proceso de creación y refuerzo de una Europa federal, democrática y progresista que en realidad nunca llegó a nacer, dando paso a una madrastra agresiva y autoritaria de cara a varios de los pueblos que la conformaban. Hoy la UE es un “organismo construido en base a los intereses de las clases y de los países dominantes y del egoísmo de las potencias” ha acusado Arriola, según el cual, la moneda única ha sido utilizada por Francia y Alemania para reforzar las propias economías y el propio poder. En particular Alemania ha usado el proceso de unificación de Alemania y de su expansión en Europa oriental después de la caída del bloque socialista. Desde hace años Berlín utiliza una fachada política de dumping para favorecer y promocionar los propios productos y las propias exportaciones desertificando así las economías de los países de la costa mediterránea destinadas a la mera importación de mercancías y maquinarias alemanas. Por otra parte Alemania es el único país entre los más importantes de la UE que durante estos años no ha visto disminuir su tejido industrial. En referencia al duro pulso entre la troika y Atenas, Arriola ha afirmado que Syriza se equivoca al pensar que podemos contrarrestar la austeridad y reducir los efectos de las políticas impuestas por troika sin cuestionar su propia permanencia dentro de la Eurozona y sin bloquear del todo los procesos de privatización bloqueados sólo en parte por el nuevo ejecutivo.

El cierre de la sesión matinal lo daba Alessandro Di Battista, Vicepresidente de la Comisión de Asuntos Exteriores de la Cámara por el Movimento Cinque Stelle , que nos ha dejado reivindicar el carácter “post-ideológico” de la identidad de su movimiento, señalando la posibilidad de sacar adelante una batalla común por una propuesta capaz de construir en nuestro país y en el resto de Europa una alternativa a la sumisión de troika y a la austeridad. Incluso Di Battista, entre los aplausos en sala, comenzó afirmando que si bien es importante la victoria de Syriza en Grecia podría convertirse en un punto muerto si el nuevo gobierno no toma nota de la imposibilidad de respetar su programa electoral dentro de los vínculos impuestos por la Eurozona. “Prensa y política afirman – ha recordado Di Battista- que si nuestros países abandonaran la moneda única nuestras economías se derrumbarían: la desocupación aumentaría, las exportaciones se colapsarían, la deuda explotaría…exactamente lo que está sucediendo desde hace años en los Pigs integrados en la zona Euro”. Según Di Battista, que ha atacado el Jobs Act y la TTIP que dan mano libre a las empresas a costa de los trabajadores, la Europa del Sur debe “hacer cártel”  como hicieron en su momento los países de América Latina y construir un nuevo grupo de países que funcionen con parámetros económicos y políticos completamente diversos de los que han sido impuestos hasta ahora por la UE. ¿“Donde está el Sel, donde están las minorías del Pd, esas donde hay un Fassina que al principio era consulente del Fmi y ahora dice estar contra  troika y a favor del gobierno griego?” ha preguntado Di Battista, quién ha defendido la propuesta de una renta de ciudadanía criticando al que define la medida populista negando la existencia de una cobertura económica para garantizarla. “ ¿Cómo es posible que cuando es necesario comprar los F35 la cobertura financiera se encuentra siempre pero cuando nosotros proponemos una renta para los trabajadores precarios y desocupados nos acusan de representar la figura de asistentes sociales?”. Aplausos para Di Battista incluso cuando ha afirmado que es necesario «un banco público nacionalizado que emita e imprima la moneda. Es un modo para dar a un pueblo, a un gobierno, un poder: una política monetaria, fiscal. Son los instrumentos para salir de la crisis, jugárnosla, todos lo hacen, pero hoy todavía no tenemos este poder». En la segunda sesión del convenio tomaron la palabra las embajadas de los países latinoamericanos que han dado vida a ALBA.

Además, con el convenio de hoy se ha inaugurado un importante espacio político que puede convertirse en el camino concreto de una batalla para jugar en todos los niveles- desde las calles al parlamento, desde los puestos de trabajo a los territorios-en torno a una hipótesis de ruptura de la jaula de la Unión Europea y de la Eurozona y a la constitución de un área alternativa euro-mediterránea.  La asunción de responsabilidad sobre esto por parte del M5S no es algo secundario. Queremos decirlo proponiendo de nuevo una radiante observación de Perry Anderson : “los movimientos de derecha no tienen problemas en reivindicar abiertamente la salida del Euro como del juego monetario de la austeridad que el neoliberalismo exige. Los movimientos de izquierda también denuncian los efectos de la moneda única, pero sobre el Euro únicamente dan largas, sugiriendo en el mejor de los casos varias maquinaciones para aliviar los rigores. Éstos tienden a sufrir dos inconvenientes políticos: son técnicamente demasiado complicados para ser inteligibles para la mayoría y no tienen prácticamente ninguna posibilidad de aceptación por parte de Bruselas o Frakfurt. En comparación, las llamadas definitivas de deshacerse del Euro no son todavía comprensibles por todos, pero realísticamente hablando, más plausibles como posible escenario. Además la izquierda está en desventaja también aquí.  Si la izquierda en Italia y en Europa no quiere permanecer eternamente en desventaja, es momento de que adquiera el valor político necesario para conseguir- y no la derecha- el punto de referencia popular y generacional de la ruptura con la jaula de la Unión Europea.

Intervista realizzata insieme a Ángeles Maestro per parlare della situazione in Italia, Europa, grecia, il ruolo della NATO e l'attualità in America Latina
Angeles Mestro, portavoce di Red Roja, incontro realizzato a La Haine-Madrid alle 18:30 del 23 gennaio nella CAUM, luogo nel quale si è tenuta la presentazione del libro "El despertar de los cerdos", di Luciano Vasapollo.
L'economista marxista Luciano Vasapollo è anche membro della rete dei Comunisti e della USB. Insieme a Maestro si è realizzata questa intervista di attualità in relazione all'Europa e all'America Latina. di seguito è possibile ascoltare l'audio intervista
 
Entrevista realizada junto a Ángeles Maestro para valorar la situación en Italia, Europa, Grecia, el papel de la OTAN y la actualidad en América Latina.

Ángeles Maestro, portavoz de Red Roja, cita a La Haine-Madrid a las 18:30 de la tarde del pasado 23 de enero en el CAUM. En este local iba a tener lugar la presentación del libro "El despertar de los cerdos", de Luciano Vasapollo.

El economista marxista italiano Vasapollo es además miembro de Rete dei Comunisti y de Unidad Sindical de Base. Junto a Maestro realizamos la entrevista, donde tocamos los temas de actualidad relacionados con Europa y América Latina.

Audio. Entrevista a Luciano Vasapollo:

Texto completo en: http://www.lahaine.org/la-haine-entrevista-al-economista

 

 

 

 

Texto completo en: http://www.lahaine.org/la-haine-entrevista-al-economista

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